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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Menino que caiu de prédio em Guarulhos ainda não sabe que a mãe morreu!

SÃO PAULO - O menino L.M.N.C, de 6 anos, continua internado na Santa Casa de Misericórdia, mas não corre risco de vida. A criança teve fraturas no maxilar e em um dos cotovelos. Segundo um tio, o garoto está bem, mas ainda não sabe que a mãe morreu.

- O tempo é que vai se encarregar de contar para ele. Não estava lá e, por isso, não posso falar do que não vi - diz o tio, que procura evitar comentários sobre culpados.

Segundo o tio, a avó materna tem a guarda provisória de Lucas, enquanto o juiz decide com quem a criança ficará. L. estava com a mãe, Andréia Cristina Bezerra Nóbrega, quando ela caiu de uma altura de oito metros. O garoto só não morreu porque o impacto da queda foi amortizado pelo parapeito do edifício onde a família morava.

Segundo uma vizinha de Andréia, que acompanhou o resgate do menino, Lucas teria comentado que o pai havia ameaçado a mãe com uma faca e queria matá-la. O delegado que investiga o caso considera fundamental o depoimento da criança para esclarecer o caso.

Segundo o delegado-assistente Cristiano Macedo, do 2 DP de Guarulhos, o menino pode depor na segunda-feira. O menino disse a uma tia que seu pai queria matar a sua mãe, com uma faca, mas o delegado pretende ouvir a versão do menino para saber o que aconteceu nos momentos que antecederam a queda.

A polícia ainda apreendeu duas fotos na casa de Andréia, com mensagens em tom de despedida no verso, levantando a suspeita de suicídio. Mas, o delegado acredita que trata-se de uma hipótese remota. "Na mensagem, ela parece se despedir da família. Pede para que lembrem do sorriso dela. Parece o anúncio de um suicídio", disse.

Segundo ele, o recado foi colocado com data e teria sido escrito em fevereiro deste ano. Evandro está sendo procurado pela polícia desde o dia da morte de Andréia. Mas não há pistas sobre o seu paradeiro.

De acordo com informações da polícia, mãe e filho despencaram do quarto de Andréia. Uma testemunha ouviu o estrondo do momento da queda de Lucas. Depois, viu o instante em que Andréia caiu. Segundo a investigação, ela caiu de pé. Em seguida, bateu com a cabeça no chão. A reconstituição do crime só deve ser marcada após Evandro se apresentar à polícia.

Dez pessoas já foram ouvidas pela investigação. Segundo depoimento dos familiares da vítima, Evandro era uma pessoa agressiva e possessiva, que não aceitava o envolvimento de Andréia com outros homens, mesmo depois do fim do relacionamento do casal, pouco depois do nascimento de Lucas.


Adolescente morre após atirar na própria perna dur…




quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Nayara fica de fora da invasão do Gate na reconstituição

SÃO PAULO - Nayara, de 15 anos, não participou ontem da terceira e última parte da reconstituição do seqüestro e morte de Eloá Pimentel. Nessa etapa foi reproduzido o momento em que policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) invadiram o apartamento em Santo André, no ABC paulista, onde elas foram mantidas reféns durante 100 horas por Lindemberg Alves, de 22 anos. Nayara manteve a versão dada em seu depoimento e disse que não ouviu nenhum disparo antes de os policiais entrarem. Afirmou ter ouvido somente dois disparos, o que a acertou na face e o que matou sua amiga.



Segundo Marcelo Oliveira, advogado de Nayara, como na última fase só foi realizada a ação policial, não era preciso que a estudante ficasse no apartamento. Segundo ele, Nayara ficou apreensiva ao entrar na CDHU. ?Mas ao longo dos trabalhos a psicóloga conversou com a Nayara e ela relaxou.?



A reconstituição começou às 11 horas e terminou às 15h30. Além da jovem, acompanhada da mãe, de dois advogados, de uma psicóloga e de uma conselheira tutelar, participaram Douglas - irmão de Eloá -, Iago e Victor - feitos reféns pelo ex-namorado de Eloá e soltos no primeiro dia -, os cinco policiais do Gate que participaram da invasão, o delegado que preside o inquérito, Sérgio Luditza, titular do 6º DP de Santo André, e o promotor Antonio Nobre Folgado. A mãe de Eloá acompanhou de perto. Alves não participou, mas foi representado por seus advogados.



A primeira parte da reconstituição refez o momento em que Alves entrou no apartamento, em 13 de outubro, e a saída de Nayara, na tarde do dia 14. A segunda parte remontou o instante em que Nayara retornou ao cativeiro, dois dias depois de ter sido libertada. Os reféns e Alves foram representados por policiais. A simulação foi coordenada por oito policiais da Polícia Científica: dois desenhistas, quatro peritos, um legista e um fotógrafo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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